Quem sou eu

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Quem sou eu

Mensagem por Jaqueline Valesi em Ter Nov 28, 2017 1:17 am

Oi Pessoal!

Me chamem de Jaq, deixa o Jaqueline apenas para o meu pai quando está bravo.

Sou casada, eu e meu esposo estamos juntos há 12 anos, nos conhecemos em um estúdio musical, ele no saxofone e eu arriscando na voz, numa época  em que eu ainda era boa pra cantar, somos apaixonados por música e eu particularmente sou viciada na cultura jamaicana. Temos um filho de 8 anos chamado Pedro Bento e 2 cachorros adotados, o Roberto Carlos e a Elis Regina. Sim, eu adoro nomes conjugados.

Iniciei minha vida profissional vendendo hot dog em um parque da cidade onde moro (Guarulhos-SP), depois disso tive a oportunidade de trabalhar como auxiliar de escritório em uma pequena distribuidora de doces, e passado um tempo ali, percebi que meu perfil era para algo maior, onde eu pudesse ter acesso a um número ilimitado de pessoas e áreas diferentes, aprendendo sempre e com muitos desafios, queria trabalhar numa empresa grande.
Vindo de uma condição financeira baixa, sem formação superior e ciente de que o mercado das grandes companhias é restrito a uma bolha social, era praticamente impossível conseguir, foi quando resolvi focar nesse objetivo e iniciei minha batalha. Sem ter nada em vista, pedi demissão de onde eu estava para me dedicar a isso. Foi difícil, cruel e humilhante, não tinha ninguém pra me ajudar, muitas das vezes, os recrutadores seguraram a risada, dado que eu não tinha nada e os demais já tinham ao menos uma formação em renomada faculdade.

Depois de meses persistindo, joguei a toalha, desencanei e aceitei uma proposta para trabalhar como a voz da C&A ( já prestaram atenção naquela voz que fala códigos que ninguém entende na loja? Pois é, minha função), só que depois de 20 dias ali, a " grandona" que eu estava mirando me ligou.Trabalhei alguns anos nessa instituição bancária, pois a ideia era justamente que as outras grandonas me enxergassem, o processo seletivo é tão difícil que uma vez que você está ali, as outras te acharem competente é uma consequência, nunca concordei com os valores dessa companhia, então no tempo que eu considerei suficiente, pedi demissão para seguir a diante. Ser pobre e estar nessas empresas é perceber que igual a sua condição, temos somente a copeira, o faxineiro e outros dois ou três em funções distintas que sobreviveram nessa guerra, um cenário triste.

Por conta da primeira oportunidade no banco, as outras foram me levando para o aprofundamento no atendimento ao cliente e foi aos poucos que fui entendendo o que fazia meus olhos brilharem de verdade, até que em 2013, certa do que queria, larguei tudo e fui recomeçar na área de comunicação e marketing.  

Minha primeira graduação, quando entrei na instituição bancária, foi serviço social, na época a escolha foi voltada à tentativa de fazer um trabalho diferenciado no mundo corporativo, voltado ao atendimento ao colaborador enquanto ser humano, visando melhora no seu engajamento de forma geral, para consequentemente termos um aumento em sua produtividade no profissional. Como comentei, levou alguns anos para eu entender o que realmente fazia sentido pra mim, e de que forma eu poderia aplicar essa ideia do engajamento, até mesmo por que, não existe campo para o serviço social organizacional no Brasil.
Tenho uma pós em gestão de projetos, uma extensão em comunicação escrita, terminei uma segunda graduação em marketing recentemente, tenho também diversos cursos voltados à comunicação com os colaboradores e em 2018 iniciarei uma outra graduação em marketing digital e data science na FIAP, pois por opção estou indo para uma empresa de segmento tecnológico, a fim de acompanhar essa transformação digital dos próximos anos mais de perto, sem deixar de fazer o que eu amo, apenas me reinventando.

Sou do tipo desencanada e totalmente desprendida dos rótulos impostos pela sociedade, acredito no ser humano como o poder da transformação, pode dar trabalho, mas  valerá a pena. Tenho prazer em ajudar, pois minha crença é que nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos, a minha inquietação na busca da minha satisfação profissional, me permitiu aprender muito e compartilhar tudo isso com vocês é uma forma de eu seguir aprendendo.

Passado anos trabalhando, há quem diga que eu não tenha dado certo, principalmente por ter recomeçado, mas eu me considero como a que teve coragem, provando que podemos ir além de uma bolha social e também lutarmos para fazermos o que gostamos, pois é somente assim que tudo se torna leve.

Jaqueline Valesi
Convidado


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